Assembleia sedia o lançamento de livro sobre Paulo Stuart Wright
Juntamente com o ato solene para marcar a passagem dos 50 anos do golpe militar de 31 de março de 1964, foi lançado na noite desta terça-feira (1º), no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, o livro “Notas de um desaparecido – Paulo Stuart Wright” e reeditada a exposição ”Dos filhos deste solo – vítimas da ditadura”. As iniciativas são do Instituto Paulo Stuart Wright (IPSW), com o apoio do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Sindalesc) e da Comissão de Direitos do Parlamento estadual.
Constituída por artigos de autores brasileiros e estrangeiros, a publicação procura reconstruir a época e a conjuntura política e social brasileira no momento da cassação de Paulo Stuart Wright, afirmou seu organizador, Iur Gomez. “A obra procura ser fiel aos fatos relacionados a um período que vai da militância política de Paulo até sua cassação como deputado estadual e as circunstâncias que envolveram seu desaparecimento”, afirmou.
A presidente do IPSW, Regina Mauro Soares, destacou que a perda do mandato de Paulo Stuart Wright sob a alegação de falta de decoro parlamentar por não usar gravata é considerado um caso único no país e deve ser divulgado. “Esse fato traz repercussões até hoje para a sociedade catarinense e não podemos deixá-lo cair no esquecimento. Caso fosse vivo ele estaria escrevendo esse livro e não nós”, disse.
Para a deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos, o livro tem a missão de lembrar a memória do antigo líder e de muitos outros que perderam a vida por sua mobilização política. “Precisamos enaltecer a luta pela igualdade e a liberdade de expressão. Queremos um Brasil livre e democrático, um país de oportunidades”, frisou.